CENTRO DE RESITÊNCIA NEGRA JAGAS ANGOLA
União, Solidariedade, Saber e Luta!
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A GRANDE CILADA
Recebemos da militante negra Elenice Semini, por e-mail, uma cópia de vídeo do programa da TV Record, denominado Domingo Espetacular do dia 15 de maio de 2011 –, transmitido três (3) dias antes da “comemoração” do dia da “abolição da escravatura brasileira”. Axé, pois isto era o que faltava-nos para que melhor embasássemos as nossas denúncias de desleixo, crimes e arbitrariedades cometidos por esta sociedade contra nosso povo. Agora temos mais provas.
O negro brasileiro – ou aqueles poucos que atualmente se dizem negros – precisam melhor cultivar as seus conhecimentos e memórias. No passado ainda era justificável as suas justificativas e ignorâncias, pois não havia possibilidades de alcançarmos certos, ou nenhum, dados. Hoje não! Só não os têm quem não quer ou não se interessa. Sobretudo os autodenominados e hipócritas “militantes”.
Mas não! Ficam ainda aí os negros brasileiros a gerarem mais mestiços, para que venham atual e futuramente a se “assumirem” e se tornar mais negros que os demais, segundo seus “próprios” pontos de vistas e critérios, aliás, adquiridos nas Faculdades. De que são mais negros que todos os outros, até mais que os pretos e por somente seus próprios interesses é claro.
As mulheres negras – ou seja, lá o que forem – dão preferência aos homens brancos. Tudo bem! É até justificável. Por se tratar de ser uma luta pelas suas sobrevivências, mormente econômica. No entanto, isso não deixa de ser prostituição, mesmo que casadas. E por outro lado pura perfídia, uma traição à nossa luta e causa negra. E como diz no citado vídeo uma liderança angolana: “Um crime que não tem perdão”.
Quanto aos homens negros, ah, estes ficam pagando pau as mulher branca, tratando-as como um símbolo, verdadeiras rainhas. Mas, se estas não lavarem a xana estas federão tanto quanto a de qualquer outra que não a leve. Porquanto perguntamos: o que terão elas de tão especial? Nada. Muito pelo contrário. Pois diz também a história que estas, no período escravocrata, eram até mais cruéis até que seus próprios “homens”. E atualmente, assim como eles, só pensam em dinheiro. Bem, o homem negro brasileiro está apenas justificando mesmo o seu perfil de otário secular que carrega desde 1888, data que lhes disseram que eram livres, e sua covardia latente – só pode ser. Depois passaram a ansiar igualdade, nas perspectivas fúteis de que isso fosse possível... Ou pelo menos já tiveram tempo suficiente para entenderem que isso não interessa aos brancos... E nem a nós, diga-se. Ser iguais a eles? Se não perceberam é por que são idiotas mesmos. Mas, o movimento negro nacional está aí... Tentando!
Mas, voltando ao vídeo. Com ele caem também inúmeros mitos que foram, indubitavelmente, gerados pelos brancos para criarem esta leva de imbecis que hoje temos. E o mais espetacular e eficaz, para eles é claro, é o de se desculparem jogando a culpa toda da escravidão sobre outros negros, os sobas africanos. Todavia, quanto a isso temos também provas de que, não os aliviam ou absolvem em 100% da culpa, mas os reduzem as mesmas a mais ou menos 25%, dada as suas covardias. Os demais 75% fica mesmo por conta dos brancos. Isto é, naqueles casos em que foram de fato comprados, que, aliás, não foram todos e nem a maioria. Nestes ficam mesmo tranquilamente com 100%: “Os europeus reformularam, com requinte ainda maior de crueldade, as estratégias de domínio sobre os espaços geográficos adotados pelos árabes, como por exemplo, a manutenção da forma administrativa local, direito ao culto religioso, estabilidade política em troca de uma cota de escravos e prática sexual unilateral e vertical. A falsa estabilidade política reclamada pelos dirigentes africanos imersos no tráfico de escravos com os árabes foi totalmente destruída pelos europeus. Agora, todos seriam escravos, inclusive os dirigentes políticos que outrora forneciam a mercadoria, que ampliaram o grande contingente de indivíduos que eram retirados da África como objetos de compra, vendam ou troca. exemplo, a manutenção da forma administrativa local, direito ao culto religioso, estabilidade política em troca de uma cota de escravos e prática sexual unilateral e vertical.” Diz Carlos Moore Wedderborn, em O RACISMO ATRAVÉS DA HISTÓRIA: DA ANTIGUIDADE À MODERNIDADE, nas páginas 68-69. Fica, portanto, patenteada que aquela estória servia apenas para nos jogar areia nos nossos olhos e pôr-nos uns contra outros. O que de fato, diga-se, foi eficiente, pois até hoje há negros que a justificam-se para não assumirem a luta.
Os horrores da escravidão, que até então foram escamoteados e mitigados, maliciosamente, pelos brancos, que ora vêm à tona. Tentam nos convencer, atualmente, que esta foi, aqui no Brasil, mais suave e com argumentos tais como, “Os proprietários cuidavam bem de seus escravos por terem nos como propriedade”, bem, somos forçados a entender que o branco não o fazia bem a respeito do que venha a ser “tratar bem”. Pois nem no transporte isso era respeitado. Vínhamos – ou nossos antepassados, se preferir – amarrados em caixotes, nos porões de navios que denominavam “negreiros”. E após a proibição, com a Lei Alberdeen dos ingleses, em 1850, o comércio continuou, ora, de maneira clandestina e criminosa.
Em caso de perspectiva de flagrante, “Nos primeiros tempos da proibição do tráfico, se considerava culpado um capitão unicamente se fossem encontrados escravos a bordo, motivo pelo qual alguns levaram a sua falta de escrúpulo até o extremo de lançarem os negros ao mar antes de inspeção. Assim o fizeram, em 1831, o navio português Rápido e a escuna espanhola Argus, interceptadas no delta do Níger. O pior drama deste tipo ocorreu a bordo do brigue inglês Brilliant. Perseguido por três naves da repressão, seu capitão, Hormann, aproveitou a escuridão para amarrar à corrente da âncora os 600 escravos que transportava. Lançou a âncora ao mar, arrastando os infelizes atrás dela. Embora tenham ouvido os gritos de horror dos negros, os oficiais quando subiram a bordo, não puderam encontrar provas e o capitão Hormann saiu incólume do caso”, conta M. Senin em A Escravidão, na página 96. Bem! Disso tudo o que nos resta... É somente perdoar é claro! Até por que após a “abolição” tudo ficou diferente! Só ainda não sabemos se para melhor ou pior. Mas descobriremos em breve!
Agora! O senhor Luís Inácio Lula da Silva ir ao Continente africano e cinicamente chorar e pedir perdão à África... O caralho! Não é para a África que o branco brasileiro deve, e sim para nós, negro brasileiro. E a esse o Brasil até agora não disse nada e nem sequer indenizou. Muito pelo contrário! Disse-se mentiu o tempo todo. Há 124 anos. E a mais, nós não somos assim tão tontos – e nem os africanos -, não é somente por interesses comerciais o “ajudar” a África que os leva, atualmente, até lá. Acontece que o Continente africano tem 56 países ligados à ONU, e todos eles votam nesta entidade. O que o Brasil de fato almeja é uma cadeira permanente no seu Conselho de Segurança e com direito a veto. E o veto tem uma ligação intrínseca e diretamente ligada a nós, assim como a campanha do desarmamento o foi, estão apenas se prevenindo. Com direito a veto eles embargarão qualquer media de sansão, caso sejam aprovadas, no que diz respeito às nossas denúncias sobre o genocídio, este que assola, ora, os descendentes daqueles que também ora eles se “desculpam” e de outrora tê-los “ofendido”. Não! Não é somente desfaçatez! E sim ultraje, acinte, deboche e malandragem, às nossas consciências (e vidas). Tenham estas as cores que quererão ter! Eles mesmos não dizem que aqui no Brasil eles a tudo “sempre dão um jeitinho”? Pois é! Mas ao que parecem estes somente não existem para nós... Todavia, em muito breve nós também os arranjaremos. E desta vez os seus “jeitinhos” não funcionarão. E aos que continuarem mulatos enrustidos que se cuidem! Pois nós estamos com os dois olhos bem abertos. E repetimos que ninguém tem culpa ou responsabilidade de serem mestiços, e sim que estas sejam de seus pais e / ou avós, fossem estes conscientes ou não... Todavia, estes terão que escolher um dos lados. Pois, ter os dois ou ficar encima do muro também é malandragem. E das baratas!
Na fé de Olorum.
São Paulo, 18 de maio de 2011.
Neninho de Obálúwayié
Coordenador Geral do CRENJA
v PELO CESSAR IMEDIATO DO GENOCÍDIO DO NEGRO NO BRASIL!
v PELO FIM IMEDIATO DO EXTERMÍNIO DA INFÂNCIA E JUVENTUDE NEGRA!
v CONTRA O DESARMAMENTO DA POPULAÇÃO NEGRA NO BRASIL!
v CONTRA O INGRESSO DO BRASIL NO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU COM DIREITO A VETO!
PELO DESOCUPAR IMEDIATO DO TERRITÓRIO HAITIANO PELA ONU!
v PELO MEMORIAL DAS ESCRAVATURAS NEGRAS NAS AMÉRICAS!
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