domingo, 24 de abril de 2011

HORA DA VIRADA


CRENJA
CENTRO DE RESISTÊNCIA NEGRA JAGAS ANGOLA
União, Solidariedade, Saber e Luta!
Blog: crenja.blogspot.com                                                                                           
O ANIMAL MAIS ESTÚPIDO DA TERRA
Há algum animal mais estúpido que o negro brasileiro na face da Terra? Se você respondeu não, acertou. Senão, vejamos!
O africano começa a ser, na Era Moderna, capturado em África e trazido para o Ocidente no final do século XV. Para o Brasil, acontece no princípio do século XVI, nos anos 30, segundo a História, quando o primeiro governador geral, Duarte da Costa, chegou ao Brasil mandou escravizar toda a tripulação melanodérmicos (negra) de seu navio (nau). Tempos depois, ainda no seu governo começaram chegar novas levas vindas do Continente africano.
Do século XVI ao XIX, calcula W. E. B. Du Bois que durante este período mais de três séculos foram arrancados da África nada mais que de 100 a 150 milhões de pessoas e foram transladados às Américas, onde foram submetidos à escravidão. Para o Brasil veio algo em torno de 30 milhões – são lógicas, que igualmente há contestações por parte dos brancos, que dizem que foram “somente” três milhões, estes que nunca se cansam de bancarem – ou pelo menos tentar - os “bonzinhos”.
O tratamento prestado a esta população é por demais conhecido, todavia, os únicos que se esforçam e esmeram em esquecer é justamente o negro brasileiro. Este ingênuo que acredita num final feliz para uma história assim tão cruenta. Não obstante a própria história relate as barbaridades as quais fomos submetidos, o tempo todo.
“Proprietários e mercadores de escravos no Brasil, a despeito das várias alegações em contrário, em realidade submeteram seus escravos africanos ao tratamento mais cruel que se possa imaginar. Deformações físicas resultantes de excesso de trabalho pesado, aleijões corporais consequentes de punições e torturas, às vezes de efeito mortais para o escravo – eis algumas das características básicas da “benevolência” brasileira para com a gente africana. (...)”, descreve Abdias do nascimento em seu livro, O Genocídio do Negro no Brasil, na pagina 57. Entretanto, tudo isso o negro brasileiro já se esqueceu!
A partir de 1931, após a “abolição da escravatura”, o negro brasileiro resolveu reagir e criou a Frente Negra Brasileira (FNB), esta que tinha as seguintes características: “A FNB alinhou-se à política populista de Vargas. Ao denunciar o racismo, os frentenegrinos buscavam também superar os estigmas da escravidão e romper com a forma tradicional de dominação, Mas, para tal propósito, acreditavam ser necessário o ‘saneamento moral’ dentro da sua comunidade, endossando aspecto de projetos do governo Vargas de transformação do homem brasileiro, centrado na valorização do trabalho, da obediência e da homogeneização social”, afirma Karin Sant’Anna Kösslin, num artigo da revista Brasil, de 2008, página 36. Este era o projeto da FNB, que o movimento negro atual dá prosseguimento... E continua obediente feito cordeiro, até ao sacrifício final.
O MNU surge em 1979, dum congresso que ocorreu na Baixada Fluminense, em Bangu. E apesar de demonstrar ímpetos revolucionários, como o devido à época, somente veio a ser mais uma falácia. Pífio. Asseverando que o negro brasileiro continua dócil e manso, além de objeto sexual de brancos, a todas as arbitrariedades as quais sua comunidade é submetida. Ah! E também “ordeiro”, pois declara que odeia marginal... Como que eles também não o fossem. No entanto, meros covardes marginais.
Se formados ganham somente 60% do que ganha o branco na mesma atividade, isto é se empregados. No entanto não reclamam. Se o fazem... Bem! Isso somente em casa com os parentes ou nas rodas de amigos. Ah! Agora eles têm também o “movimento negro” para masturbarem as suas mentes (ou intelecto, eu sei lá!). Mas reclamar ao branco, ou mesmo protestar... Jamais!
Agora, o pior mesmo foi eleger um mulato safado chamado Milton Barbosa como “líder histórico” de seu movimento. Um verdadeiro acinte. Primeiro que ele é mulato e vadio, e eu ainda não sei o que faz no movimento negro, se for negro o movimento. E se for que ele realmente existe. Se sim, se ele defende de fato negro ou seus interesses como um todo.
Até a década de 70 os mulatos diziam ter até assim certo orgulho de ser mestiços. Viviam se vangloriando do fato, e até nos discriminavam a nós pretos, aliás, como o fazem até hoje. Hoje se dizem também negros. E eu pergunto: com que propósitos? E ao que parecem somente eles o são. Nós pretos não existimos, assim como dizem os brancos. E somente eles têm intelecto e dons. Dizem ser “negros”, entretanto, afora uma minoria sincera, ainda terão que provar. Ou pelo menos explicar direito o que é que vem a ser se for “negro”... Somente para que nós pretos igualmente entendamos (?). Isso já passou da hora! Vejam vocês! Ainda ter que disputar com mestiços sobre quem é mais negro! E que os bens-intencionados que me perdoem. Ninguém tem culpa de ser mestiço. Pois, responsáveis são os pais.
O militante histórico do movimento negro nacional ainda é, mesmo postumamente, Hamilton Cardoso. Pois, foi ele que fez toda a articulação para que aquele também pífio ato-público de 18 de julho de 1978, nas escadarias do Teatro Municipal em São Paulo, fosse efetivado. De resto, todos nós outros fomos meros coadjuvantes.
Dessa sorte, eu chego à conclusão de que os animais mais estúpidos do Planeta sejam os negros brasileiros (e os mulatos também, pois somente nisso eles são iguais), pois, o mundo ao nosso redor está pegando fogo... E eles ainda acreditam em “democracia racial”. No tempo e no espaço, em lugar nenhum do Planeta e em momento algum da História povos, etnias, raças, e nem mesmo família viveram ou vivem todos em harmonia por muito tempo. Somente o negro brasileiro crê nisso! Então que fiquem esperando...
A proposta de “democracia racial” foi engendrada por um ditador, o Vargas, ainda na década de 30, baseada no livro de Gilberto Freyre, Casa Grande & Senzala. Imaginem! Um ditador propondo democracia. Pode? Mas, o negro brasileiro acredita!
Olorum que lhes dê agô!

São Paulo, 22 de abril de 2011.

Neninho de Obalúwáyié
Coordenador Geral do CRENJA

PELO CESSAR IMEDIATO DO GENOCÍDIO DO NEGRO NO BRASIL!
PELO CESSAR IMEDIATO DO EXTERNÍNIO DA JUVENTUDE E INFANCIA NEGRA NO BRASIL!
PELA IMEDIATA DESOCUPAÇÃO DO HAITI PELAS TROPAS BRASILEIRAS!
PELO MEMORIAL DA ESCRAVATURA NEGRA NAS AMÉRICAS!                      

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