sábado, 30 de abril de 2011

ALERTA GERAL


CRENJA
CENTRO DE RESISTÊNCIA NEGRA JAGAS ANGOLA
União, Solidariedade, Saber e Luta!
Blog: crenja.blogspot.com

PT PENSA QUE TODO NEGRO É BOBO!

Ainda na década de 70, quando começamos a nos organizar politicamente, o Partido dos Trabalhadores não existia. A cogitação de sua formulação ocorre já no final desta década.
Desde o princípio, quando a idéia começou a ser cogitada eu fui adverso à participação do negro no evento, e tinha as minhas razões. Alegava-me, como álibi, que o tal partido haveria de ter outro nome, que o identificasse de fato com o povo. “Partido Operário”, por exemplo. Pois aí poderíamos, tranquilos, entender a quem se referia, mesmo que não nos contemplasse, afinal, partido algum, ou mesmo setores das classes dominantes, estas que começam de maneira ascendente pela classe-média, se preocupou deveras com a sorte do povo. Todavia, partido operário, mesmo que não o fizesse genericamente, por que a maioria do povo vive, há milênios, desempregada – mormente o negro no Brasil -, pelo menos viveríamos a ilusão de que uns poucos o seriam.
Creio não ser necessário dizer que à época fui execrado pelos demais militantes do movimento negro, que naquele momento que se diziam “revolucionários”. E estes tinham um discurso assaz esdrúxulo. Diziam que: “O Partido dos Trabalhadores quando chegassem ao poder implantaria o socialismo. E como nesse todos seriam iguais, então não haveria mais discriminações”. Eu sei que o discurso soa, atualmente, um tanto quanto estapafúrdio, porém, na época não. A esquerda branca dizia que estava lutando para derrubar a ditadura militar, esta que fora imposta pela burguesia, e que era também adversa ao sistema capitalista.
Quanto a este sistema o incipiente movimento negro definia como: “A discriminação racial e preconceito tem origem no capitalismo. Motivado pela exploração. Quando este for derrocado e quando consolidado o socialismo que não haverá mais discriminações. Seremos todos iguais”. E completavam que o PT seria o veículo certo e seguro para que alcançássemos este “paraíso terrestre”. Parece pieguice, mas naquele momento eles diziam crer nisso. E ponto final. E quem poderia contestá-los ou olvidar. Eram todos “intelectuais”, ou pelo menos diziam frequentar escolas... que não a de samba!
Creio também ser desnecessário dizer que no tal partido não havia muitos negros. Tinha assim, alguns poucos mulatinhos, que ora se diziam negros, e era o princípio da farsa que futuramente viria a se autodenominar: “movimento negro”. Pretos mesmo não havia, em destaque, nenhum. Aliás, como não o tem até hoje. Quando querem ser simpáticos aos negros contemplam alguns mulatinhos e exigem que todos nós nos consideremos que também o sejamos. Isso faz parte da comédia – diga-se, de péssimo gosto – brasileira. Ou melhor: pornochanchada.
Passaram-se vinte e um anos e o PT finalmente chegou ao poder. Ao que logo reagiu e declarou formalmente, “Nós chegamos ao governo, porém não no poder”. E tivemos que engolira mais esta.
Quando “chegamos” no poder, ou sabe-se lá no governo, o número de “negros” no partido não era muito maior. E até com o apoio tácito destes mesmos “negros”, estes que não queriam concorrência e porquanto manter certa exclusividade. Coisa de mulatos mesmos!
A aproximação do Brasil com o continente africano não é coisa recente, como alguns podem conceber, porém, erroneamente. Esta começou ainda no período ditatorial, mais precisamente no governo Médici. Foi quando o senhor Delfin Neto formou uma comitiva de empresários brasileiros e se mandou para lá.
Na época, vários países africanos acabaram de se libertar de suas metrópoles colonizadoras europeias e se negavam peremptoriamente a comercializar com estas. Quanto aos Estados Unidos faziam no por causa da discriminação racial que lá era – se for que ainda não o é – praticada contra os negros. Então estas ex-metrópoles tinham que encontrar uma “cabeça de ponte”. E um país que tinha “fama” internacional de não ser racista era o Brasil, e foi escolhido. Aquele negócio, os países africanos venderiam suas matérias primas para o Brasil e este os entrega aos países europeus e América. Aliás, o Brasil já tem “Know Round” nisso. Há séculos.
O senhor Delfin Neto, ora Ministro da Fazenda, formou seu staff e para a África se dirigiu. Porém, cometeu um “pequeno” deslize, nesta não colocou nenhum negro. O que causou estranheza junto aos dirigentes africanos. Afinal, “No Brasil não havia discriminação como era que na comitiva não tinha nenhum empresário negro?” O senhor Ministro ficou perplexo, mas logo se recuperou.
No Brasil havia na época um deputado, este que fora criado pelo senhor Paulo Maluf, que era junto à ex-deputada Theodosina Ribeiro, os únicos parlamentares negros da época, senhor Adalberto Camargo. E este foi às pressas chamado. E os africanos, assim, disseram agô e fizeram as tais negociações.
No retorno o senhor Adalberto Camargo ficou encarregado de pagar todas as despesas do hotel ao qual a staff ficou hospedada. A partir de então, todos os dias, o senhor Adalberto sai do hotel com dois ternos sobrepostos, até retirar tudo seus pertences do hotel e então se mandou para o Brasil, sem pagar as contas. Era ele mais um negro de bolso de colete dos brancos brasileiros usados nestas ocasiões.
É óbvio que, quando perceberam, a negrada africana chiou. Através do Itamarati cobraram o Brasil. E o Ministro em um raro arroubo de honestidade pagou. Mas não sem antes mandar o seu recado: “Vocês estão vendo por que no Brasil não há empresários negros? Aqui eles são todos assim”. E desse azar estigmatizou todo negro brasileiro em África. A política de nos dividir, ora num âmbito internacional, para continuar dominando. Porém nos ficamos ainda com um pequeno lenitivo, enquanto petistas, o senhor Adalberto Camargo não era do PT! Mas, se o fosse? Seria diferente? Tenho a certeza que não. Por serem estes negros brasileiros e petistas todos os pelegos – ah! Agora minha expulsão sai!
Atualmente o senhor Luís Inácio Lula da Silva – o pelegão das elites -, em seus governos, voltou a assediar a África. Mas começou mal... Disse que o Brasil deve muito ao continente africano, se contradizendo afinal, pois, “não foram os sobas que venderam nossos antepassados? Por que das desculpas?” Sim! Senhor Lula! O Brasil deve muito... Mas não é para o povo africano não, e sim para o povo negro brasileiro. Este que, aliás, vocês sabem que terão que pagar, mais cedo ou mais tarde. E já passou da hora! E não será com o nosso extermínio não.
O namoro atual com o continente africano não é desproposital, acidental e nem tão quanto aleatório. O continente africano tem 56 países filiados à ONU, porquanto, cinquenta e seis votos, e o Brasil pretende, desesperadamente, ocupar uma cadeira no Conselho de Segurança desta entidade... E com direito a veto. Já pensou? Aí que estaremos definitivamente ferrados mesmos... E adeus às denúncias de genocídio.
Ó negro brasileiro (estou me dirigindo aos de verdade)! Abra os olhos, acorde por amor a Olorum.
São Paulo, 1º de maio de 2011.
Neninho de Obalúwáyié
Coordenador Geral do CRENJA
v  
P  PELO CESSAR IMEDIATO DO GENOCÍDIO DO NEGRO NO BRASIL!
v  PELO IMEDIATO DESOCUPAR DO TERRIÓRIO HAITIANO!
v  PELO CESSAR DO EXTERMÍNO DA JUVENTUDE E INFANCIA NEGRA!
v  PELO MEMORIAL DA ESCRAVATURA NEGRA NAS AMÉRICAS!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O POR VIR


Crenja
Centro de resistência negra jagas angola
União, Solidariedade, Saber e Luta!
Blog: crenja.blogspot.com

POR QUE O BRANCO FAZ TANTA POSE?

Eu, particularmente, acho que não devia, mas eles são tão caras-duras! Todavia, não é aleatoriamente, eles ainda precisam manter as aparências para se mantiver no poder. Não obstante, eles erraram em quase tudo. No entanto, se esquecem, ou fingem fazê-lo, a maneira que eles empregaram para consegui-lo, que, aliás, não foram nada civilizados, se observarmos o como eles definem esta condição. E quanto às “aparências”, creio que isso também nós deveremos discutir melhor e avaliar, pois parece que eles não aparentam saber direito o que vem a ser isto. Polêmicas à parte, vamos nós aos fatos.
O branco começa a sair da Europa e assaltar terras alheias ainda no final do século XIV. No afã não só de estender seus territórios e levar o “progresso para o bem estar da humanidade”, assim como também buscar bem materiais e humanos de outras plagas do Planeta, para o conluio de suas pretensões. Quis conquistar tudo, não se contentando em negociar, simplesmente, com os nativos daquelas terras aportadas. Era época do Mercantilismo, e eles precisavam de capital para desenvolver seus comércios e indústrias. Foi um saque. O branco tomou o Planeta de assalto. Assim como podemos constatar neste texto:
Os europeus reformularam, com requinte ainda maior de crueldade, as estratégias de domínio sobre os espaços geográficos adotadas pelos árabes, como por exemplo, a manutenção da forma administrativa local, direito ao culto religioso, estabilidade política em troca de uma cota de escravos e prática sexual unilateral e vertical. A falsa estabilidade política reclamada pelos dirigentes africanos imersos no tráfico de escravos com os árabes foi totalmente destruída pelos europeus. Agora, todos seriam escravos, inclusive os dirigentes políticos que outrora forneciam a mercadoria, que ampliaram o grande contingente de indivíduos que eram retirados da África como objetos de compra, venda ou troca (sic).[1].

Podemos constatar dessarte que a conquista não foi assim tão “civilizada”, dentro da concepção literal do termo, como eles querem apregoar. E isenta, da mesma maneira, a responsabilidade dos sobas, aos quais jogam toda a responsabilidade e culpa do feito, no afã de se isentarem de maiores culpas. Os sobas, segundo eles, venderam e eles compraram o que traduzido para termos legais atuais foram receptadores, artigo 158 do Código Penal. E destes eles não poderão escapar.

Da escravidão de africanos foi, segundo Karl Marx, donde eles tiraram recursos para desenvolver a Revolução Industrial. Esta que no final findou por poluir todo o nosso ar, oceanos, rios, terras, o desmatamento imensurável de nossas florestas e extermínio da fauna. Isso partindo do princípio de que o Planeta é de propriedade coletiva, da humanidade. Eles apenas se fizeram donos. Hoje dado totalmente como em fase de extinção, inclusive da própria vida no Planeta Terra. Esta que ora já tem até prazo marcado. E eles ainda chamam isso de “progresso”.

O sonho de todos que adquirem algum recurso é o de comprar um automóvel. O sonho dourado de todos aqueles que conseguem, de alguma maneira, ascender-se na escala social... Todavia, atualmente deverá se preocupar em comprar também barco. Aí então poderá ir se alternando: dia de Sol sairá de automóvel, mas, nos de chuva somente poderá usar o barco. E será considerado um pragmático! Entretanto, se conseguir arrumar uma economiazinha maior será também aconselhável que adquira um aviãozinho. Sabe como é! Isso servirá para fugir aos engarrafamentos do trânsito. Aí sim! Poderá dizer-se um burguês de verdade.

Ordem e Progresso são as “nossas” divisas – se preferir somente as do país, pois este não é de fato nosso mesmo! Agora, o difícil será descobrir onde estão... Possivelmente “guardadas” em algum Paraíso Fiscal. E se não forem provadas que são provenientes de tráfico de drogas... Ah! Jamais voltarão. E também ninguém irá para a cadeia. Crime é somente quando é praticado por pobre, pois rico, se pego – se ainda tiver o tal “curso superior” também – terá o direito à “prisão especial” (Será que é grafada também em letras maiúsculas?). Esta é a Ordem. O Progresso? Bem, ainda estamos à sua espera. Pois, chamar isto que está aí de progresso é acinte ao termo.

E dizer que para que isso fosse construído e possível nossos antepassados trabalharam, em regime de escravidão, durante 370 anos. Donde saímos sem nem sequer com uma gorjeta e ainda somos escorraçados. O que vem mesmo a ser achincalhe? Ah, deixa pra lá!

E a pergunta que não quer se calar: e nesse contexto todo onde está o negro brasileiro? Eu não perguntei como está! Disso todo mundo sabe... Menos ele! É claro – no sentido de luminosidade. Eu perguntei onde está. Ah! Ele está muito bem, obrigada! Ele vive e sonha. O mundo ao seu redor está pegando fogo. É gente cingindo bombas aos redores dos corpos e explodindo multidões – em nome de seu deus é claro, nunca de si próprio -, são povos indo para rua em confronto com policiais e exércitos para derrubar ditadores, são Potências invadindo “soberanias nacionais” para garantir combustível e energia – aquela! Aquela mesma que eles mesmos dizem que polui o... Hã! O “nosso” Planeta. Este que eles mesmos dizem, com ultra desfaçatez e deboche, que o seu “deus” criou para toda a humanidade (essa sim eu tenho a certeza de que é grafada com letras minúsculas). Ó Olorum! Poupem-nos. Assim não dá!

E ainda ter que aturar o discurso de que eles construíram e frequentaram Faculdades para se prepararem. Pra quê? Pra isso? Eu creio que perderam os seus tempos. Para fazer isso não é nem preciso estudar!

E o negro brasileiro? Bem, como eu já disse ele vai bem obrigado. Ele sonha ainda com uma “sociedade plena, plural e igualitária”, ou pelo menos este é o seu discurso! Ele ainda sonha e crê na possibilidade de “democracia racial” e na miscigenação como solução de seus problemas. Pode? Meu filho diz que sim. Pois acontece...
Sem mais.

São Paulo, 29 de abril de 2011.

Neninho de Obalúwáyié
Coordenador Geral do CRENJA

v  Pelo cessar imediato do genocídio do negro no Brasil!
v  Pelo completo desocupar do Haiti!
v  Pelo fim do extermínio da juventude e infância negra no Brasil!
v  Pelo memorial da escravatura negra nas Américas!



[1] Wedderburn, Carlos Moore – O Racismo Através da História: Da Antiguidade à Modernidade – SECAD – 2007 – pp. 68-69.

domingo, 24 de abril de 2011

HORA DA VIRADA


CRENJA
CENTRO DE RESISTÊNCIA NEGRA JAGAS ANGOLA
União, Solidariedade, Saber e Luta!
Blog: crenja.blogspot.com                                                                                           
O ANIMAL MAIS ESTÚPIDO DA TERRA
Há algum animal mais estúpido que o negro brasileiro na face da Terra? Se você respondeu não, acertou. Senão, vejamos!
O africano começa a ser, na Era Moderna, capturado em África e trazido para o Ocidente no final do século XV. Para o Brasil, acontece no princípio do século XVI, nos anos 30, segundo a História, quando o primeiro governador geral, Duarte da Costa, chegou ao Brasil mandou escravizar toda a tripulação melanodérmicos (negra) de seu navio (nau). Tempos depois, ainda no seu governo começaram chegar novas levas vindas do Continente africano.
Do século XVI ao XIX, calcula W. E. B. Du Bois que durante este período mais de três séculos foram arrancados da África nada mais que de 100 a 150 milhões de pessoas e foram transladados às Américas, onde foram submetidos à escravidão. Para o Brasil veio algo em torno de 30 milhões – são lógicas, que igualmente há contestações por parte dos brancos, que dizem que foram “somente” três milhões, estes que nunca se cansam de bancarem – ou pelo menos tentar - os “bonzinhos”.
O tratamento prestado a esta população é por demais conhecido, todavia, os únicos que se esforçam e esmeram em esquecer é justamente o negro brasileiro. Este ingênuo que acredita num final feliz para uma história assim tão cruenta. Não obstante a própria história relate as barbaridades as quais fomos submetidos, o tempo todo.
“Proprietários e mercadores de escravos no Brasil, a despeito das várias alegações em contrário, em realidade submeteram seus escravos africanos ao tratamento mais cruel que se possa imaginar. Deformações físicas resultantes de excesso de trabalho pesado, aleijões corporais consequentes de punições e torturas, às vezes de efeito mortais para o escravo – eis algumas das características básicas da “benevolência” brasileira para com a gente africana. (...)”, descreve Abdias do nascimento em seu livro, O Genocídio do Negro no Brasil, na pagina 57. Entretanto, tudo isso o negro brasileiro já se esqueceu!
A partir de 1931, após a “abolição da escravatura”, o negro brasileiro resolveu reagir e criou a Frente Negra Brasileira (FNB), esta que tinha as seguintes características: “A FNB alinhou-se à política populista de Vargas. Ao denunciar o racismo, os frentenegrinos buscavam também superar os estigmas da escravidão e romper com a forma tradicional de dominação, Mas, para tal propósito, acreditavam ser necessário o ‘saneamento moral’ dentro da sua comunidade, endossando aspecto de projetos do governo Vargas de transformação do homem brasileiro, centrado na valorização do trabalho, da obediência e da homogeneização social”, afirma Karin Sant’Anna Kösslin, num artigo da revista Brasil, de 2008, página 36. Este era o projeto da FNB, que o movimento negro atual dá prosseguimento... E continua obediente feito cordeiro, até ao sacrifício final.
O MNU surge em 1979, dum congresso que ocorreu na Baixada Fluminense, em Bangu. E apesar de demonstrar ímpetos revolucionários, como o devido à época, somente veio a ser mais uma falácia. Pífio. Asseverando que o negro brasileiro continua dócil e manso, além de objeto sexual de brancos, a todas as arbitrariedades as quais sua comunidade é submetida. Ah! E também “ordeiro”, pois declara que odeia marginal... Como que eles também não o fossem. No entanto, meros covardes marginais.
Se formados ganham somente 60% do que ganha o branco na mesma atividade, isto é se empregados. No entanto não reclamam. Se o fazem... Bem! Isso somente em casa com os parentes ou nas rodas de amigos. Ah! Agora eles têm também o “movimento negro” para masturbarem as suas mentes (ou intelecto, eu sei lá!). Mas reclamar ao branco, ou mesmo protestar... Jamais!
Agora, o pior mesmo foi eleger um mulato safado chamado Milton Barbosa como “líder histórico” de seu movimento. Um verdadeiro acinte. Primeiro que ele é mulato e vadio, e eu ainda não sei o que faz no movimento negro, se for negro o movimento. E se for que ele realmente existe. Se sim, se ele defende de fato negro ou seus interesses como um todo.
Até a década de 70 os mulatos diziam ter até assim certo orgulho de ser mestiços. Viviam se vangloriando do fato, e até nos discriminavam a nós pretos, aliás, como o fazem até hoje. Hoje se dizem também negros. E eu pergunto: com que propósitos? E ao que parecem somente eles o são. Nós pretos não existimos, assim como dizem os brancos. E somente eles têm intelecto e dons. Dizem ser “negros”, entretanto, afora uma minoria sincera, ainda terão que provar. Ou pelo menos explicar direito o que é que vem a ser se for “negro”... Somente para que nós pretos igualmente entendamos (?). Isso já passou da hora! Vejam vocês! Ainda ter que disputar com mestiços sobre quem é mais negro! E que os bens-intencionados que me perdoem. Ninguém tem culpa de ser mestiço. Pois, responsáveis são os pais.
O militante histórico do movimento negro nacional ainda é, mesmo postumamente, Hamilton Cardoso. Pois, foi ele que fez toda a articulação para que aquele também pífio ato-público de 18 de julho de 1978, nas escadarias do Teatro Municipal em São Paulo, fosse efetivado. De resto, todos nós outros fomos meros coadjuvantes.
Dessa sorte, eu chego à conclusão de que os animais mais estúpidos do Planeta sejam os negros brasileiros (e os mulatos também, pois somente nisso eles são iguais), pois, o mundo ao nosso redor está pegando fogo... E eles ainda acreditam em “democracia racial”. No tempo e no espaço, em lugar nenhum do Planeta e em momento algum da História povos, etnias, raças, e nem mesmo família viveram ou vivem todos em harmonia por muito tempo. Somente o negro brasileiro crê nisso! Então que fiquem esperando...
A proposta de “democracia racial” foi engendrada por um ditador, o Vargas, ainda na década de 30, baseada no livro de Gilberto Freyre, Casa Grande & Senzala. Imaginem! Um ditador propondo democracia. Pode? Mas, o negro brasileiro acredita!
Olorum que lhes dê agô!

São Paulo, 22 de abril de 2011.

Neninho de Obalúwáyié
Coordenador Geral do CRENJA

PELO CESSAR IMEDIATO DO GENOCÍDIO DO NEGRO NO BRASIL!
PELO CESSAR IMEDIATO DO EXTERNÍNIO DA JUVENTUDE E INFANCIA NEGRA NO BRASIL!
PELA IMEDIATA DESOCUPAÇÃO DO HAITI PELAS TROPAS BRASILEIRAS!
PELO MEMORIAL DA ESCRAVATURA NEGRA NAS AMÉRICAS!