quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

PROJETO PHOENIX

Projeto Phoenix - Memorial da Escravatura*
Por: Neninho de Obalúwáiyé - 7/12/2010
No dia 26 último, deste mês de novembro, estivemos juntos, eu e o Ailton Azevedo, atualmente assessor do deputado estadual José Zito (PT), com o Dr. Dennis de Oliveira, na condição de coordenador do NEINB (Núcleo de Estudos Interdisciplinar do Negro Brasileiro), na USP (Universidade São Paulo). 
O objetivo da reunião foi a de firmar contrato de parceria junto a esta com intuito de criarmos um memorial voltado à história do negro, embora não contraditante, não somente o brasileiro nacional, mas sim de toda as Américas (do Sul, Central e do Norte).

A proposta de criar a memorial data, ainda, da década de 70, quando reiniciamos os esforços de conscientização e organização do povo negro brasileiro, que a partir da “abolição da escravatura”, donde este foi posto fora do processo produtivo, quando sua atividade foi trocada pela mão-de-obra livre e européia.

E foi quando também o negro, mormente o brasileiro, foi expurgado do jugo direto para a indigência. Sem pecúlio ou qualquer outro tipo de poupança ou ressarcimento o negro se viu às voltas com a sua marginalidade. Donde poucos conseguiram sair, mas a maioria ainda padece de carências e estigmatização, e sem o menor ou qualquer amparo do Estado. No entanto, na época a nossa proposta foi preterida, porquanto, estamos reeditando-a.

Tivemos a preocupação de superar o lugar-comum que o movimento negro brasileiro chafurdou, mesmo que involuntariamente, na questão da discriminação racial. Esta que, com o seu uso intenso, findou por ser esvaziada e se arrasta há mais de 30 anos sem quaisquer perspectivas de solução. O memorial não pretende, e nem podia, se pautar por este caminho. Não por acharmos de pouca importância, muito pelo contrário, mas acontece que como afirmávamos no passado nenhum povo consegue se organizar sem uma história, passada e definida. É muito vago se dizer que demos um “grande contribuição” ou que “o negro brasileiro tem história”.

História todo mundo a tem, seja ela boa ou má, bela ou feia. O nosso constrangimento começa quando somos incitados a contá-la. E, ou por vergonha ou por desconhecê-la mesmo nós sempre nos omitimos.

Oficialmente, nós trabalhamos 370 anos em regime de escravidão. Fizemos não somente a realização econômica da burguesia colonial nacional, muito pelo contrário, também fizemos a fortuna da antiga Metrópole, Portugal, esta que se estendeu a toda Europa, propiciando, como disse Karl Marx: “a escravidão foi fundamental para a acumulação de capital”, que por sua vez proporcionou a Revolução Industrial. Esta que colocou também a Europa na vanguarda imperialista. Quanto a nós outros ficamos apenas com o escárnio da sociedade, e execrados.

De princípio, nós pensamos em tratar, no referido memorial, enfocar a população negra nacional. Porém, esbarramos em sérios empecilhos. Primeiro que, até por força de lei, o negro brasileiro foi mantido na ignorância cultural e histórica, até mesmo de nossa origem. O Continente africano, nos dizeres dos dominantes, não passava de um local inóspito e rude, e sem quaisquer resquícios de cultura e civilidade. Esta estória nos foi contada por mais de 100 anos. Só recentemente é que começamos a conhecê-la mais amiúdo.

Não importando a nossos algozes sua história ser muito rica, em sendo a África o berço da humanidade, até então provado. Esta história somente agora começa a nos ser contada, na versão e visão de nossos opressores contemporâneos. Estes que sempre versionam visando seus próprios e exclusivos interesses. Esta história tem que ser recontada. E a história do negro brasileiro reescrita. Agora, sob a nossa óptica. Não se esquecendo, todavia, de que devamos ser ressarcidos de nossos desatinos, pois entramos nesta a nossa revelia.

No princípio do movimento negro, aqui no Brasil, assim como em todas as suas iniciativas análogas, nós fomos impelidos à busca de nosso panteão de heróis. Todos os povos deste Planeta se alicerçam em mitos... E a nós somente sobrou Zumbi de Angola Janga (Palmares). No esforço tivemos que invocarmos alguns outros que nem sequer se esmeraram, muito pelo contrário, tinham um interesse maior, sempre, na proclamação da república. Joaquim Nabuco, por exemplo, não escondia, deixando claro em seus discursos em plenário: “Eu não defendo a abolição por causa do negro. A minha preocupação é a imagem do país no Exterior”.

José do Patrocínio, por sua vez tinha um discurso parecido, tanto que ao participar da contenda quando se pagaria ou não indenização aos escravos foi eloquente: “Aos negros a liberdade por si só é suficiente”, e centrou legal em pró da Monarquia e escravistas... em detrimento ao negro brasileiro. Sendo, portanto, este, um traidor, e não herói. Economizando, o único desta fase “abolicionista” digno de nossas notas e aplausos, Luiz Gama.

Luiz Gama, filho de escrava com fidalgo português, ele foi vendido e alforriado. Aprendeu a ler e escrever com um filho de seu antigo escravista, através da Bíblia. No autodidatismo tornou-se advogado. Defendeu nesta condição negros e brancos, se consagrando. Em toda a sua carreira defendeu e libertou do cativeiro algo em torno de 500 “escravos”.

Acontece que com estes fatos a história do negro, em contraste com a deste país, é pífia. Mesmo imaginando que ocorreram ações de um “exército” de anônimos. Levando-se em consideração que a história oficial nunca se importou em registrar a história de dominados. Aliás, em momento algum estas foram registradas: pois, os derrotados nunca mereceram, por parte da História, nenhuma consideração. E o negro brasileiro tem esta dívida e desvantagem.

Sim, o negro brasileiro tem história, porém, esta de derrotado. E derrotado nunca foi visto com bons olhos – nem dos seus - como herói. E nem tem a sua história contada e registrada nos anais.

Uma de nossas deficiências era a de que, no decorrer de toda a história, seríamos minoria numérica. E hoje já nos sabemos maioria... E o que isso muda? Nada! Continuamos dominados e escorraçados físicos e moralmente. Não obstante, não há a menor perspectiva de recuperação. O movimento negro brasileiro blefa quando vende esperanças. Os morros cariocas foram ocupados, sim, há alguns anos atrás, em seguida à “abolição”. Por não termos para onde ir.

Foram escolhidos locais ermos para nosso habitat, e hoje estamos novamente sendo escorraçados destes. Novamente sendo postos no olho da rua. Foi tudo armação: primeiro vieram às drogas, depois as armas e agora as Forças Armadas e demais aparato repressivo.

Querem acabar logo a guerra. Guerra que começou, no que diz respeito a nós, no princípio do século XVI. E nestes nós não ganhamos, até agora, nenhuma só batalha. Porquanto, à luta! Não podemos esmorecer.

Outro empecilho é o de que foram queimados todos os documentos referentes ao tráfico de africano para o Brasil. Portanto isto dificulta a nossa identificação. Ledo engano! Pois estes documentos existem cópias na Europa e na própria África. Bastando, apenas e tão somente, ir buscá-los. Se este é um problema, com o memorial será fácil resolvê-lo.

Outro engano é pensar que a situação vivida pelo negro brasileiro é única. Não há diferença entre nosso dilema e os dos demais afros-descendentes da diáspora. Assim como podemos nos exemplar na situação do Haiti. Esta que também nos tentam esconder.

São Paulo, 28 de novembro de 2010.

PELO CESSAR IMEDIATO DO GENOCÍDIO DO NEGRO NO BRASIL!
PELO MEMORIAL DA ESCRAVATURA NEGRA NAS AMÉRICAS!

*O título original do artigo é "Projeto Phoenix - Memorial da Escravatura Negra nas Américas".

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MAIS SOBRE O HAITI

O Haiti e a política regional do governo Lula
No jogo entre EUA e Brasil quem paga é o povo haitiano

por : LER-QI, Brasil
sexta-feira 26 de fevereiro de 2010
Lula entra no último ano de seu mandato fazendo tudo o que está em seu alcance para se firmar como o governo que colocou o Brasil como ator importante na arena internacional, e como potência regional na América Latina em particular. Para responder a este objetivo, Lula se monta em sua alta popularidade no plano interno, nos índices de relativo crescimento econômico motorizados pelo aquecimento da demanda por commodities brasileiras por parte da China, em uma ampla política assistencialista para os setores mais pobres (programa Bolsa Família), aumento do salário mínimo, mantendo uma ampla rede de crédito que facilita o consumo popular e capitalizando a seu favor sua política externa no embate eleitoral aberto. Como parte desta política, Lula acaba de anunciar uma nova rodada de viagens pela região do Caribe, incluindo uma visita ao Haiti prevista para acontecer em 25 de fevereiro. O pretexto é a realização da reunião do Grupo do Rio em Cancun, que acontecerá dias antes e deverá reunir os principais governos latino-americanos, e que passará a presidência rotativa do grupo ao presidente chileno eleito, o direitista e candidato da burguesia chilena, Sebastian Piñera.
A ida de Lula ao Haiti se dá pouco mais de um mês depois do terremoto que deixou centenas de milhares de mortos, um número incontável de feridos e desabrigados, e que escancarou aos olhos do mundo inteiro o resultado de dezenas de anos de saque imperialista promovido sobretudo, pelos Estados Unidos, e mais recentemente, agravados pela assassina ocupação comandada por Lula com as tropas da Minustah, que desde 2004 oprime, estupra e assassina o povo haitiano. Com a ida de Lula ao Haiti, o presidente petista busca firmar sua posição mediante a ocupação do país pelas tropas norte-americanas, que já contam com um efetivo de 16 mil soldados no país, sendo uma demonstração clara de uma política de intervenção mais direta por parte do imperialismo norte-americano chefiado pelo presidente “Nobel da Paz”, Barack Obama. Este é mais um capítulo da farsa “humanitária” de Lula e do imperialismo no Haiti, e das contradições abertas pela maior intervenção do amo imperialista na América Latina para a política lulista de se alçar como mediador regional e garantir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Presença direta do imperialismo na América Latina condiciona a política lulista regional
O terrível terremoto que devastou o Haiti em janeiro transformou o país em palco das disputas internacionais pelo controle do seu destino. O governo lulista ensaiou declarações de repúdio à crescente presença norte-americana, e agora que esta já se impôs, segue atuando como braço direito do imperialismo. Mas as rixas abertas no Haiti podem anunciar as disputas e forcejos para negociar em melhores condições que sejam recorrentes em todo o próximo período. Sem exagerar o papel de Lula e o grau a que estaria disposto a se enfrentar com o amo imperialista, é preciso avaliar os efeitos da maior presença imperialista na América Latina.
Após os anos de governo Bush, responsável pelo aumento do sentimento anti norte-americano na América Latina, vemos Obama apoiando-se nas ilusões que desperta, atuando para reconquistar o espaço perdido na região, pela via de uma política de aumento da presença imperialista direta. A primeira ação neste sentido foi a instauração das bases militares da Colômbia. Agora, Barack Obama se aproveita da legitimidade que a tragédia sofrida pelo povo haitiano lhe dá para em nome de uma pretensa ajuda humanitária, comandar uma ocupação imperialista direta no Haiti, reforçando sua presença na região, e utilizando-a como disciplinador a Cuba.
Esta política de Barack Obama tem trazido contradições para as aspirações de Lula, que almejando atuar cumprindo os desígnios do amo imperialista, buscava ao mesmo tempo se firmar como protagonista em todos os temas de importância geopolítica na região, uma espécie de aparente “sócio menor” do imperialismo para os temas latino-americanos. Isso porque Lula e a burguesia brasileira, como subservientes ao imperialismo ao qual são ligados por “mil e um” laços de vassalagem, não buscam obviamente enfrentamentos com os EUA. Entretanto, o fato do imperialismo de Barack Obama ter uma política mais diretamente protagonista na América Latina impõe limites às pretensões lulistas, de emergir como o grande negociador latino-americano.
Isso se demonstrou anteriormente na crise aberta com o golpe direitista em Honduras que depôs Manuel Zelaya, quando ficou evidenciado que o imperialismo norte-americano sustentou o governo golpista, e as eleições fraudulentas que levaram recentemente ao poder o governo de Porfirio Lobo. Lula buscou aproveitar a brecha aberta pela declaração da maioria dos governos latino-americanos contra o golpe, e asilou Manuel Zelaya até poucos dias atrás na embaixada brasileira no país. Entretanto, demonstrou sua total impotência mediante o imperialismo, que conseguiu impor sua política de apoio à agenda golpista. Tudo o que restou deste, que foi o ponto máximo de questionamento à política do imperialismo por parte do governo brasileiro até o momento, é uma negativa em convidar o governo de Honduras para a participação da reunião do Grupo do Rio em Cancun. Isso demonstra os imensos limites da política externa e do “protagonismo” regional de Lula, determinados pelo caráter submisso do seu governo e da burguesia brasileira ao imperialismo.
Quem paga pelas disputas regionais: o povo haitiano que sofre com a ocupação
No que diz respeito ao Haiti, a visita de Lula atende, portanto, a uma tentativa de marcar posição, após a ida àquele país do ex-presidente norte-americano Bill Clinton - que vale mencionar foi recebido por protestos e imenso repúdio por parte do povo haitiano -, e que está chefiando a campanha imperialista ao lado de ninguém menos que George W Bush. Para isso, Lula está elaborando um plano conjunto com o presidente direitista chileno Sebastian Piñera um plano para a “reconstrução” da sede civil de Porto Príncipe, a ser apresentado na visita ao Haiti. O plano de reconstrução da casa do governo, apesar de não ter nenhum papel efetivo, busca ter o efeito simbólico de vender a idéia de que Lula estaria atuando para o restabelecimento do governo local, comandado pelo fantoche René Preval, apresentando-se como uma ação velada contra a política de permanência indefinida dos EUA no país. Isso viria ao encontro das declarações de Celso Amorim, de que após a crise aberta pelo terremoto a MINUSTAH deveria ser a única força ocupante do Haiti. Lula anunciaria ainda uma “Bolsa Haiti”, medidas não especificadas pelo governo brasileiro, mas que envolveria projetos para ampliar a participação na “reconstrução” do Haiti.
Por trás da demagogia, o que se demonstra é que a política concreta de Lula no Haiti é simplesmente o contrário de promover a independência do povo haitiano. Em primeiro lugar, por que a resposta que o governo Lula vem dando à presença norte-americana no país foi nada menos que incrementar ainda mais a presença do exército brasileiro que ocupa o país com a MINUSTAH, promovendo assassinatos, estupros e abusos diversos, já relatados por diversas organizações. Desde o terremoto, o governo brasileiro anunciou o envio de mais 2600 efetivos militares, que ao invés de atuarem como a “ajuda humanitária” que a mídia quer nos fazer crer, aumentam a miséria e o sofrimento do povo haitiano, produto de sua ação policialesca e opressora em nome de salvaguardar a propriedade privada, enquanto a imensa maioria da população continua passando fome. Assim, a “insatisfação” de Lula com a presença dos EUA no país é resultante não de uma preocupação com o povo haitiano, mas de sua tentativa de demonstrar que no quesito opressão e assassinato as tropas brasileiras não devem nada às imperialistas, e que seu governo é completamente capaz de levar adiante a ocupação criminosa no Haiti, tal como os EUA fazem no Afeganistão ou no Iraque.
Lula e os comandantes da MINUSTAH lamentaram que os efeitos do terremoto tenham lançado por terra as conquistas “pacificadoras” da ocupação que chefiam desde 2004. O “ótimo trabalho” que o governo brasileiro à frente da MINUSTAH vinha fazendo no Haiti. Podemos citar como exemplos deste “ótimo trabalho” a ação de 6 de julho de 2005 quando o ataque da MINUSTAH contra a população consumiu 22.000 cartuchos [1] de munição, deixando o saldo de 23 haitianos mortos, ¾ compostos por mulheres e crianças. Ou a de 22 de dezembro de 2005 na qual morrem 30 pessoas – mais uma vez, com maioria de mulheres e crianças. Ou ainda a de 1° de abril de 2007, quando nova incursão em Cité Soleil mata 3 crianças. Ou mesmo os inúmeros relatos de estupro e exploração sexual de mulheres e crianças pelas tropas da MINUSTAH. E a lista poderia seguir indefinidamente.
É uma necessidade urgente e imediata que todos os que querem de fato defender o povo haitiano devem se colocar pela retirada imediata das tropas imperialistas, e das tropas da MINUSTAH, chefiada pelo governo brasileiro. A política de opor a “ocupação ruim do imperialismo” e a “ocupação humanitária” de Lula é uma falácia que deve ser desmascarada com toda força por todos os que queiram de fato impulsionar uma campanha séria em defesa do povo haitiano. A reivindicação de retirada das tropas do governo Lula deve ser levantada tão decididamente quanto a luta para que as tropas norte-americanas saiam imediatamente do Haiti.
Os haitianos que sofrem na pele a cada dia a opressão, os efeitos da política assassina a que estão submetidos, e as humilhações de terem seu país ocupado, sabem que não há ocupação boa. Esperamos que Lula seja recebido com o mesmo repúdio manifestado pelos haitianos à MINUSTAH e às tropas brasileiras. Que as cenas dos mais de 10.000 haitianos que marcharam contra a ocupação em 2008, e que quase ninguém conhece [2], voltem a se repetir.

[1] Brasil no Haiti: O Desastre da MINUSTAH, de Marcelo Carreiro em www.tempopresente.org
[2] Desde o começo da ocupação em 2004 uma série de massacres ocorreu no bairro pobre de Cité Soleil desferidos pelas tropas brasileiras. Após o que ficou conhecido como o massacre de número 12 Cité Soleil em 2008, ocorrem manifestações de até 10.000 pessoas pedindo a saída das tropas internacionais. A organização de monitoramento de mídia e censura Project Censored elege o massacre a “12° História mais Censurada de 2008”.



quinta-feira 4 de novembro de 2010
Brasil: Primeiras considerações sobre o segundo turno
As eleições de domingo expressaram a força de Lula e do clima social reformista e de continuidade. Dilma foi eleita com 55,7 milhões de votos ou 56% dos votos válidos.

quinta-feira 28 de outubro de 2010
Argentina: Declaração do PTS
quinta-feira 28 de outubro de 2010
Kirchner deixou uma crise política
Para além da presente comoção e aparente “unidade nacional”, a súbita morte de Néstor Kirchner abriu uma crise política que prepara maiores enfrentamentos e polarização entre os bandos capitalistas que disputam a cena nacional argentina.



quarta-feira 13 de outubro de 2010
O perigo do protecionismo ronda a economia mundial
Crescem as fricções interestatais como consequência de que as desvalorizações competitivas se extendam a toda a economia mundial.

quinta-feira 30 de setembro de 2010
Declaração da Fração Trotskista - Quarta Internacional
É uma tarefa prioritária para os que se reivindicam marxistas revolucionários defender um programa político claro e uma estratégia para derrotar os planos de restauração capitalista.

quinta-feira 15 de julho de 2010
Frente à interferência militar ianque na Costa Rica
A escandalosa e desproporcionada ocupação militar norte-americana em margens costa-riquenhas obedece ao interesse da potência norte-americana de controlar fortemente o conjunto da América Latina, e de utilizar como possibilidade porta-aviões na região da América Central e do Caribe e as bases de países como a Colômbia, para sustentar sua política exterior para outras partes do planeta.



quinta-feira 4 de novembro de 2010
Eleições nos Estados Unidos
O importante triunfo republicano mostra, mais que a fortaleza deste partido, um grande revés político para o governo de Barack Obama. A Casa Branca esperava o “voto castigo” da população, que sofre as conseqüências da crise econômica mais importante desde a recessão de 1930.

terça-feira 26 de outubro de 2010
Argentina
A morte de um militante revolucionário é a morte de um dos melhores filhos dos trabalhadores e do povo. Por Juan Dal Maso.

sexta-feira 22 de outubro de 2010
França em chamas
Este problema da juventude que sente que não tem futuro é uma questão que vai além das reformas das aposentadorias e do governo de Sarkozy. É uma ameaça permanente para a estabilidade e a paz social burguesa na França.



sexta-feira 23 de abril de 2010
Continuamos chamando o PSTU a unificar a campanha
É preciso unificar as forças de todas as organizações independentes do governo numa campanha comum de mobilização pela retirada das tropas do Haiti, para que o povo haitiano possa tomar em suas mãos o destino do seu país dando continuidade à sua heróica história revolucionária. Reafirmamos o chamado à juventude do PSTU a impulsionarmos conjuntamente essa campanha.

sexta-feira 26 de fevereiro de 2010
O Haiti e a política regional do governo Lula
A ida de Lula ao Haiti se dá pouco mais de um mês depois do terremoto que deixou centenas de milhares de mortos, um número incontável de feridos e desabrigados, e que escancarou aos olhos do mundo inteiro o resultado de dezenas de anos de saque imperialista promovido sobretudo, pelos Estados Unidos, e mais recentemente, agravados pela assassina ocupação comandada por Lula com as tropas da Minustah, que desde 2004 oprime, estupra e assassina o povo haitiano.

sexta-feira 26 de fevereiro de 2010
Solidariedade operária e popular
Junte-se a nós para colocar nas ruas, escolas e fábricas uma campanha que vincule a solidariedade ao povo haitiano com a luta pela retirada das tropas de Lula e para que ocorra uma frente-única, começando pela CONLUTAS-INTERSINDICAL e ANEL, que lute pela retirada das tropas brasileiras e coloque-se ativa e vivamente em movimento em solidariedade com nossos irmãos e irmãs haitianas.



A Fração Trotskista-Quarta Internacional está conformada pelo PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) da Argentina, la LTS-CC (Liga de Trabalhadores pelo Socialismo - Contracorriente) do México, a LOR-CI (Liga Operária Revolucionária pela Quarta Internacional) da Bolívia, LER-QI (Liga Estratégia Revolucionária) do Brasil, Classe contra Classe do Chile, LTS (Liga de Trabalhadores pelo Socialismo) da Venezuela, LRS (Liga da Revolução Socialista) da Costa Rica, Classe contra Classe do Estado Espanhol e Grupo CRI - sección simpatizante do Francia
Para entrar em contato conosco, escreva para o seguinte e-mail: contacto@ft-ci.org

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

PRIMEIRO TEMPO

CRENJA
CENTRO DE RESITÊNCIA NEGRA JAGAS ANGOLA
União, Solidariedade, Saber e Luta!

Blog: crenja.blogspot.com

BANGU 0 X POLÍCIA 1

Bem, o jogo anterior havia acabado, segundo Bezerra da Silva, em um a zero para Bangu. Foi quando, segundo ele, acabou aquela partida. Bangu cresceu, e fez filial... Mas o campeonato ainda não terminou, não! Nós estamos somente na segunda rodada do primeiro turno. Ainda tem jogo! Ou seja, apenas começando. Há ainda muito jogo pela frente... Falando nisso cadê o Bin Laden, heim? Sumiu! Estou preocupado, será que não aconteceu algo de ruim para com ele? Sabe como é, coisa boa nunca acontece todo dia. Pelo menos não para a maioria: o Povo. O será que ele está no Complexo do Alemão? Alá, eu espero que esteja tudo Bin com ele. Ah! Se ele tivesse lá não ocorreria o que ouve no Morro de Cruzeiro. Ele é Macho, não sai correndo assim.
Eu tenho um DVD sobre a Ocupação do Haiti, e das incursões de "paz", promovida pela ONU, em 2004, 2005 e 2006. Confesso, estou preocupado. Mas o Bin não gosta de futebol. Já avisou: “não vou à Copa de 2014”. E ele é radical”. Isso é problema seus “, obviamente, se referindo aos Estados Unidos.

Entretanto, o campeonato brasileiro está uma droga, no mau sentido. Imagine só, e eu ainda sou Corinthiano. Já estávamos com a taça na mão... E empatamos o antepenúltimo jogo. Isso que eu chamo de “urucubaca branca”, dá tudo errado. Pô! Por isso eu preferi acompanhar o campeonato mundial de safadeza. Ah! O Brasil está em primeiro lugar. Como sempre... Quando há safadeza no meio. Eta paísinho danado pra gostar de safadeza. Precisava mesmo de um campeonato.
No entanto tudo continua na mesma, a cadeia lotada de pobre e corrupção lotada de ricos. Será que não muda nunca? Só pra sair da rotina?
Mas o Coringão não podia dar uma dessa. Deu maior mole, e o pior: o nosso poder criativo de forjar esperanças. Mas, o ano que vem tem outro. Será que eu vou aguentar? Já estou com 62... A caminho de 63. Ah! Curingão! Você parece uma mulher que tive. Cada vez que eu a dizia que ela não ia dar essa...
O Rio de Janeiro continua lindo... Mas, em matéria de “bandido” ele está muito mau.  Mas que bando de bunda-mole! Correndo um atrás do outro. Pô! Pegou mal. Pagou maior sapo! Será que o Romário aprendeu ser marrento com eles? O Baixinho é gente boa. Mas eles perderam a aula sobre Lamarca e Marighela. Ah! Eles eram paulistas!
Bom! Bangu 0 X Polícia 1... Vejamos os próximos jogos. As regras foram mudadas.

São Paulo, 30 de novembro de 2010.

Neninho de Obalúwáiyé
Coordenador Geral do CRENJA

PELO CESSAR IMEDIATO DO GENOCÍDIO DO NEGRO NO BRASIL!
PELO MEMORIAL DA ESCRAVIDÃO NEGRA NAS AMÉRICAS!